quarta-feira, 19 de maio de 2010

PROJETO DE FORNO HORIZONTAL PARA TEMPERA DE VIDRO, UM JÁ ESTÁ RODANDO!!!!














Histórico


Desde 1925, a tempera do vidro foi realizada pelo processo vertical, que apesar de trazer uma grande inovação no mercado automobilistico e depois nos mercados de construção civil e decorações, também trazia consigo uma série de defeitos e obrigações técnicas. Na década de 70 foi inventado um novo processo de tempera chamado de "horizontal", que abolia os problemas do sistema vertical.
Na segunda metada da década de 90, o Brasil teve acesso a essa tecnologia de 1º mundo, ainda que com poucas
unidades até agora, e deu um grande passo de qualidade e de ousadia na realização de projetos de engenharia sofisticados.















Aquecimento


No sistema vertical, o vidro fica pendurado num carrinho e recebe calorias pelos dois lados. Na maioria dos casos de vidro não se movimenta durante essa operação, e as poucas unidades que se movimentam de maneira continua verticalmente são destinadas a peças pequenas do tipo automobilístico ou eletrodoméstico em indústrias de alta produção.

No Processo Horizontal o vidro se desloca permanentemente entre as duas fontes de radiação infra vermelha, sobre os rolos de cerâmica, o que permite, pela potência da instalação, uma maior rapidez de aquecimento e uma grande homogeneidade de temperatura na chapa de vidro, critério necessário para se obter uma excelente temperatura.

Resfriamento

Esta fase compreende dois estágios: O primeiro estágio que é a tempera propriamente dita com queda de temperatura máxima possível no mínimo de tempo possível, cuja correspondência será do tamanho da fragmentação. No sistema vertical, as heterigeneidades de temperaturas provocam variação de tamanho nos fragmentos, em caso de quebra, e por consequência, o peso dos fragmentos influem no impacto com um corpo por exemplo. A transferência do vidro quente da área de aquecimento para a área de sopragem no forno vertical provoca uma perda de calorias pela distância a percorrer, baixando o patamar de início de queda de temperatura, influindo na qualidade da fragmentação. O movimento de transporte não pode ser brutal para não provocar dobra no vidro, os movimentos iniciais e terminais tende de ser progressivos e regressivos, perdendo tempo e calorias antes da sopragem de tempera.

No Forno Horizontal o vidro sai em alta velocidade, passando em contínuo entre duas linhas de lábios e bicos, zerando a distância entre as duas fases de aquecimento e tempera, evitando perda de calorias antes da sopragem, provocando uma queda rápida de temperatura que beneficiará a qualidade e homogeneidade da fragmentação. Essa fase importantíssima, que vai de 576º até 400º (graus centígrados), dentro do vidro, cria um "DNA" do vidro temperado, gravando as tensões definitivas que lhe conferirão resistência a choque, planeidade ou deformação, alongamento uniforme ou variável, empenamento ou não, desalinhamento lateral ou não, trincas e quebras espontâneas ou não. Esses defeitos, dor de cabeça permanete no processo de tempera vertical, ficam abolidos no processo horizontal. Em forno horizontal, um vidro é "clone" do outro, por ser tão perfeita a repetição dos dados técnicos. O segundo estágio que é o resfriamento propriamente dito tem como objetivo descer a temperatura do cidro da faixa de 400º até 50º (graus centígrados), permitindo o manuseio na linha de produção. Todavia nessa descida criam-se outros tipos de tensões, chamadas "tensões temporários", que deverão desaparecer quando chegar à temperatura ambiente. Neses estágio chegam a se alterar e até desaparecer pequenos empenamentos, portanto o que influirá mais será de novo a fragmentação pelo desaparecimento ou não dessas tensões temporárias.

Na Tempera Horizontal entra-se no segundo estágio de resfriamento já com grande estabilidade, já que o primeiro estágio foi perfeito, consequentement, o bom só pode evoluir para melhor.

Horizontal

O que diferencia os dois processos, e que chama visualmente a atenção, é o sistema de transporte. No transporte vertical o carrinho anda sobre trilhos, recebendo as vibrações das estruturas e os impactos das irregularidades do caminho; isso influi na amarração do vidro que fica agarrado pelas pinças, as quais mordem a cada impacto, penetrando o vidro com as suas pontas o que a frio provocam possíveis esmagamentos e a quente penetração mais profunda e deformação visual mais intensa.
Ao amolecer a 576º graus centígrados, o vidro ganha alongamento pelo peso e as pinças podem provocar deformações visuais até fortes. Caso o vidro não seja amarrado de prumo, ou caso tenha variação térmica nas resistências das paredes, o crescimento do vidro pode ser desigual e crescer mais um lado que outro, além de acontecer possíveis empenamentos nos dois sentidos do vidro. No transporte horizontal, o vidro se movimenta permanentemente entre as fontes de calor (em primeiro) e de frio (em segundo), o que homogeneiza as subidas e descidas de temperatura em cada ponto de chapa. O vidro não cresce de tamanho, por ser isento dos efeitos da gravidade, como acontece no forno vertical. Graças a esse sistema de transporte sobre rolos de cerâmica, estão abolidas no processo de tempera horizontal os critérios de limitação que imperavam no processo vertical.

Qualidade

Em processo horizontal ficou abolida a relação do tamanho do vidro com a espessura, pode-se temperar grandes vidros finos, tecnicamente, limitando-se portanto apenas às obrigações das normas da ABNT. O tamanho do vidro temperado cresceu também dependendo do tamanho de forno escolhido, chegando no mercado mundial até 3.21x2.40 e 6.00x3.21. Também o número de recortes, o uso de lapidação e formas complicadas, limitando ou impossível em forno vertical, ficaram livres em forno horizontal , abrindo o caminho da ousadia para arquitetos, engenheiros civis, decoradores e projetistas. O forno horizontal garante a quem projetou a obra, a integridade das peças e o respeito total da idéia materializada. Finalizando, deve ser informado que o forno de tempera horizontal trouxe grande melhoria e segurança para os profissionais que operam a linha de produção.

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